A decisão foi assinada pelo juiz da Seção B da 19ª Vara Cível da Capital.
Os pais da menina Bruna Brito, de 4 anos, que morreu em 13 de dezembro de 2024, após atendimento médico na unidade da Unimed Recife, foram condenados pela Justiça de Pernambuco, solicitando que retirem publicações consideradas ofensivas à rede privada de saúde no Recife. A decisão judicial pede remoção de conteúdos e uma indenização de R$ 1 mil cada um por danos morais.
A determinação também solicita que Gabrielle Brito, mãe da criança, faça uma retratação pública nas mesmas plataformas em que foi divulgado as manifestações. A decisão foi assinada pelo juiz da Seção B da 19ª Vara Cível da Capital. A Unimed Recife, moveu uma ação, pedindo medidas, e remoção dos conteúdos e pagamento de indenização de pelo menos R$ 80 mil.
A sentença também levou em consideração o alcance e impacto das publicações divulgadas na internet pelos pais de Bruna. De acordo com o documento, Gabriella possuía perfil verificado com cerca de 143 mil seguidores, enquanto Josinaldo, vereador de Timbaúba, tinha aproximadamente 46,3 mil seguidores em suas redes sociais.
A decisão judicial determina que os pais removam, no prazo de cinco dias, as publicações ofensivas indicadas no processo. O descumprimento pode resultar em sanções processuais, incluindo multa de até 20% do valor atualizado da causa. Já a retratação pública deverá ocorrer em até 15 dias após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.
Morte de criança em 2024
Bruna faleceu em 13 de dezembro de 2024, após atendimento na Unimed Recife. O caso ganhou repercussão pública após Gabrielle Brito, relatar, em vídeo, suspeitas sobre os procedimentos médicos realizados durante a assistência médica à criança.
Segundo a família, a pequena Bruna apresentou sintomas de resfriado e foi levada inicialmente à unidade de urgência com suspeita de amigdalite. Após receber atendimento e medicação, ela continuou debilitada e retornou à rede de saúde.
Os pais afirmaram que Bruna foi submetida a uma tomografia com sedação e que o procedimento demorou mais do que o esperado. Conforme a versão apresentada pela família, a criança não teria despertado após as tentativas dos profissionais e precisou ser encaminhada à emergência pediátrica.
Foto: Reprodução/Instagram
Com Informações do Diário de Pernambuco


